Alisamentos: como funcionam?

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Quem sonha com cabelos lisos mas tem outro tipo de fio, sabe que a transformação passa por um processo químico agressivo para mudar a forma da fibra capilar. Com a proibição do formol nas escovas alisantes, uma vez que a substância pode prejudicar a saúde e até causar a morte, surgiram outros ingredientes usados nos salões que também alisam os fios, como o hidróxido de sódio, o hidróxido de guanidina e o tioglicolato de amônia.

Hidróxido de sódio: o mais potente

O hidróxido de sódio, também chamado como soda cáustica, é mais potente e usado tanto nos casos de relaxamento como em alisamentos. A sustância é mais potente porque tem pH bastante alcalino, que provoca a abertura das cutículas do cabelo e uma melhor penetração do produto.

O mestre em fármaco e cosmetologia, Rogerio Kreidel, explica que o efeito da sustância é mais duradouro em alisamentos do que em relaxamentos, mas atua da mesma forma nos dois casos: “a substância quebra as pontes de dissulfeto da queratina, em um processo denominado “lantionização”, que é a substituição de um terço dos aminoácidos de cistina por lantionina. Com essa quebra das pontes dissulfeto, o fio sofre relaxamento e o profissional consegue o alisamento desejado”, explicou.

As pontes de dissulfeto são responsáveis pelo formato dos fios e ligam as proteínas encontradas no eixo do cabelo. Quanto maior o número de ligações, mais crespos os cabelos ficam e mais potente deve ser o produto utilizado para alisá-los. Depois do processo é necessário utilizar uma substância ácida para fechar as cutículas e refazer essas pontes.

Tioglicolato de amônia: mais usado no Brasil

Mais usado no Brasil e mais caro, o Tioglicolato de amônia tem um processo diferente: “A substância quebra as pontes de dissulfeto dos aminoácidos de cistina, gerando uma formação dupla para cada cistina. Por meio desse processo, a queratina sofre inchaço, tornando-se maleável para ser enrolada ou alisada e depois, utiliza-se um oxidante para interromper o processo”, explicou Rogerio Kreidel

O hidróxido de guanidina: cuidado com a compatibilidade

A guanidina tem o mesmo principio que o hidróxido de sódio, mas é menos potente e sua reação, menos nocivas que hidróxido de sódio, que chega a causar queimadura graves no couro cabeludo se for mal utilizado.

O mestre em fármaco e cosmetologia conta que as concentrações de todos os produtos devem ser controladas e as regras de compatibilidade entre as substâncias seguidas à risca, caso contrário pode haver quebra do fio e queda de cabelo.

Outras substâncias também alisam os fios

Além das três mais famosas, outras substâncias também conseguem o efeito liso nos cabelos como a carbocisteína, um derivado de aminoácido, ou o ácido glioxílico. Esses tratamentos podem ser encontrados em alisamentos do tipo escova progressiva ou inglesa, de acordo com o produto escolhido.

Atenção ao uso de químicas agressivas

Não basta a qualidade do produto, também é importante ficar de olho na aplicação. Como a química é abrasiva, é extremamente importante que a escova seja feita em salões com profissionais de confiança e que o produto seja manipulado na sua frente para evitar possíveis alterações da fórmula.

Para evitar que o cabelo fique fraco e quebradiço, invista em tratamentos hidratantes antes da aplicação, e faça um teste de mechas para observar se os fios aguentam o alisamento. Quem tem outro tipo de química, como coloração, deve procurar por escovas que sejam compatíveis para evitar resultados adversos.

Assista o vídeo que separamos para vocês!